sábado, 11 de abril de 2009

Olá amigo José Figueiras

Numa das páginas deste blog, um ex-aluno da Fragata D. Fernando II e Glória de nome José Figueiras, colocou um comentário que desde já lhe agradeço. No entanto, apelava a esse companheiro que numa próxima oportunidade, e caso o queira (assim como todos os que visitarem este blog e tivessem sido ex-alunos) deixasse o seu contacto para o podermos contactar com o objectivo de esclarecer algumas questões, que decerto serão bastante importantes e relacionadas com a vida de muitos ex-alunos que connosco conviveram naquela "velha NAU".
Um abraço
Carlos Vardasca
(ex-aluno nº 14)

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Os putos e o orgulho de pertencerem à Fanfarra

No Sanatório do Outão. Setúbal 1967
Em viagem, a caminho de mais uma saída. 1968

Junto à Secretaria do edifício da Capitania de Setúbal
onde a Instituição se instalou após o incêndio em 03 de
Abril de 1963.


domingo, 26 de outubro de 2008

"Será que não anda nenhum ex-aluno por aí?





terça-feira, 18 de setembro de 2007

...era de facto uma belíssima nau.


(...) Todos nós, ao longo da nossa infância, fomos criando em nosso redor uma imagem à semelhança dos nossos heróis, mesmo que em batalhas nunca dantes travadas. Quantas vezes, à saída dos cinemas, e inflamados com a destreza do "rapaz" do filme, nos reviamos naquela personagem, e nos sentiamos tão capazes de aplicar aquela ficção que não se encaixava numa realidade que momentâneamente fingiamos desconhecer. Quando fui para a Fragata D. Fernando II e Glória tinha apenas 13 anos, e vivi um desses momentos, ao ficar tão fascinado com a beleza daquela nau, "última das Índias". Era uma criança que se imaginava num barco de piratas, pronto a travar outras tantas batalhas contra a pobreza que me fizera seu tripulante. Desde os canhões alinhados como se ainda espreitassem o inimigo, aos bacamartes e armas de todo o tipo que enfeitavam o seu interior, tudo me recordava a façanha dos corsários que sempre tentei imitar. Não fosse o seu comandante (Sr. Campos, Capitão de Mar e Guerra) interromper aquele sonho que se previa prolongar naquele primeiro dia a bordo, "até que o meu imaginário se dispersasse não sei por quantas ilhas à procura de um tesouro que não existia":
- Então rapaz! estás a gostar do teu primeiro dia a bordo?
Como muito envergonhado que era, em vêz de lhe responder começei a chorar. De imediato, senti-me envolvido por uns braços fortes que, pelo carinho e afecto que transmitiram, me fizeram esquecer a ausência do aconchego familiar, "como se a fita do filme se tivesse partido e a realidade recomeçasse nalgumas cenas mais à frente".
Foi assim desta forma que vivi o primeiro dia a bordo daquela velha Nau, feita Navio Escola para meninos deserdados de afectos, "mas feitos homens iguais a tantos outros, que mais tarde souberam moldar a vida com as ferramentas ali ensinadas".
Era de facto muito bela, e por isso ainda hoje me sinto órfão daquela nau (...)
Carlos Vardasca
18 de Setembro de 2007